Gineteada Alegretense, coragem!

No Alegrete, é muito tradicional ao chegar nas Estâncias, ter algum peão gineteando em cima de um cavalo. É tão comum que acontecem vários eventos e competições em CTG’s e Piquetes onde se escolhe o melhor dos ginetes, aquele que é o melhor cavaleiro, que fica mais tempo em cima de um cavalo xucro. São as famosas GINETEADAS, onde os Ginetes sobem em cavalos muito bravos e quem aguentar mais tempo é o vencedor.

Trago pra vocês alguns significados da palavra para aqueles que ainda não tem bem claro o que é um GINETE.

GINETE

 s. m. Apesar de que se possa chamar ginete tanto o cavalo como o cavaleiro naquela província, se aplica este nome especialmente ao cavaleiro.

 V. g. Aparecendo ao longe um homem a cavalo, se diz que aí vai um ginete.

GINETEAR

v. Andar num cavalo arisco ou xucro. Domar. Aguentar corcovos.

 

O Alegrete é muito famoso por suas Gineteadas e pelos bons Ginetes , além de ser palco de vários campeonatos dessa modalidade gauchesca.

Estou postando um vídeo que mostra uma Gineteada no Alegrete. Na minha opinião sinceramente não sou muito à favor dessa prática, acho realmente muito perigoso. Nesse vídeo o Ginete escapou por pouco, mas muitas vezes a Gineteada custa a vida do Ginete. Fora que em alguns lugares esses cavalos xucros não são tratados da maneira certa e eu visivelmente sou contra maltratos aos animais.

Bom, também nada contra quem pratica, aliás esse tipo de disputa é uma marca muito forte do gaúcho.

Coitada do Ginete, foi arrastado pelo cavalo e todo mundo correndo em volta… O coitado cheio de machucados e cortes nas costas e cabeça e quando perguntam se tá dolorido ele ainda diz que não! Aaai, coragem!

ESSE SIM É GAÚCHO DOS ALEGRETE!

Mas mesmo Alegretense de raiz e coração, eu nunca teria coragem! Admiro realmente esses peões que se animam a fazer isso… E outra, não pensem que isso acontece uma vez por ano, Ginetear no Alegrete, é tão comum quanto andar pra frente!!!

Published in: on maio 23, 2009 at 19:39  Comments (6)  

Não poderia faltar!

Nada mais tradicional de quando se falar de algum lugar, falar de sua culinária específica. O Gaúcho não se dá bem apenas quando assa o famoso CHURRASCO GAUDÉRIO, mas também quando prepara um CARRETEIRO CUIUDO (que é tão típico quanto o Churrasco).

Qualquer gaúcho que se preze aprecia um carreteiro bem feito, ainda mais nos Alegrete, onde volta e meia quando tem janta as pessoas se reúnem pra fazer de janta adivinha o que? CARRETEIRO DE CHARQUE!

Confesso que não sou muito chegada em Charque, geralmente o carreteiro que eu como é aquele feito com sobras de churrasco ou até mesmo com lingüiça (o tão famoso Arroz de China…).

Me inspirei  no Post do Blog de uma colega para falar um pouco mais para vocês sobre o Carreteiro de Charque dos Alegrete e sua história tão curiosa, que a maioria deve saber, mas nunca realmente prestou atenção…

E outra, se algum dia vocês forem pros Alegrete, algum dos calorosos alegretenses vai te convidar pra comer um ´Carreteirinho de Charque dos Alegrete’ porque o Charque de lá é muito reconhecido e apreciado (por sinal minha avó quando vem de Alegrete pra Porto Alegre sempre traz uma mala cheia de charque, lingüiça e bolacha do Alegrete pros meus tios e tias… Juro que é verdade! E é muito comum isso acontecer quando algum parente lá do BAITA CHÃO vem pra cá visitar).

Bueno…  A origem desse Arroz de Carreteiro é super simples. Os peões que levavam as tropas de gado usavam o charque  (a carne salgada) em suas idas e vindas como alimento não perecível e junto com o arroz (que era abundante na região sul), preparavam essa refeição tradicional. Nas estâncias esse prato também era muito usado pela sua forma simples de preparo e sabor.

O Charque foi um dos propulsores da economia Gaúcha no fim do século XIX. O gado vinha do interior para as charqueadas que ficavam à beira do arroio Pelotas, onde eram abatidos e salgados, para serem transportados em navios que saíam do porto de Rio Grande para o Norte do país e a Europa.

Não existe uma receita correta para o Carreteiro de Charque, pois assim como o Churrasco, cada um prepara da sua maneira. Geralmente, o tradicional mesmo, é feito simplesmente com arroz e charque, depois as pessoas começaram a incrementá-lo com cebola, alho, pimentão, batata e até mesmo outros temperos gauchescos. Assim como também até hoje vem sendo estilizado. Estava pesquisando aqui e descobri que existe até um Carreteiro de Charque Light (Sério que uma comida tão pesada pode ser Light?!!) que é feito com arroz integral, cebola, batata, chuchu, tomate e azeite de oliva!

O prato é tão típico que vários CTG’s do nosso estado promovem até concursos para competir quem faz o melhor Carreteiro de Charque.

Bah! Olhei bastante receitas aqui. Pra falar a verdade o tradicional mesmo, como falei antes, é só arroz e charque (o que os tropeiros usavam em suas viagens e nas guerras) mas a receita mais perto da tradicional que achei é esta que vou postar,  espero que gostem e quando tiverem a oportunidade, que façam em casa! É bem simples:

Arroz de Carreteiro

Ingredientes:

1 kg de Arroz

3 kg de Charque do Alegrete

3 kg  de Cebola

2 kg de Tomate (sem casca)

Modo de preparo:

Coloque o Charque de molho na água por 24 horas (não esqueça de trocar a água de 3 em 3 horas), depois coloque o Carque na panela sem o sal. Cozinhe a cebola e o tomate misturados com Charque durante 35 minutos e por último coloque o arroz e deixe cozinhar por 20 minutos.

Um detalhe: A comida é pra um batalhão mesmo, geralmente quando alguém faz Carreteiro de Charque no Alegrete, faz em um panelão de ferro pra umas 4 pessoas e ainda sobra comida pra mais dois dias!!!!… 

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Published in: on maio 23, 2009 at 18:24  Comments (4)  

Alegrete: Para conhecer e se apaixonar.

Já estava mais do que na hora de vocês realmente quererem colocar os pés na cidade mais gaúcha do Rio Grande do Sul… Portanto agora sim todos vão querer! A novidade é que nesse post trago os principais pontos turísticos do Alegrete: lugares históricos, a famosa Praça de que tanto falo nas aulas… Enfim, pedacinhos da Terrinha querida para que todos que não a conhecem possam compartilhar do orgulho de não só ”ouvir falar”  mas sim saber melhor como é o Baita Chão Alegretense.

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Nas duas primeiras imagens acima podemos ter uma visão da Rua Gaspar Martins, Calçadão Alegretense.

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Essa é uma foto de um ponto turístico da cidade, não existe Alegretense que nunca tenha tomado uma cerveja no Quiosque, bar e restaurante famoso por lá. Situado na praça Getúlio Vargas, a praça central da cidade.

  

 

GALERIA DOS PONTOS TURÍSTICOS

LEGENDA:

A primeira imagem que aparece nos mostra a vista da Praça Getúlio Vargas – caminho em direção à rua Mariz e Barros (A rua da minha casa! Geralmente não é tão linda assim a vista, devido ao número de pássaros que fazem dessa parte da praça um ‘’banheiro’’ comunitário…).

A segunda mostra a vegetação da praça e ao fundo o Chafariz. Na terceira, também na Praça Getúlio Vargas, aparece o caminho em direção ao Arco do Triunfo (Monumento ao Expedicionário), em homenagem aos pracinhas brasileiros que lutaram pela FEB (Força Expedicionária Brasileira), na II Guerra Mundial. A quarta fotografia mostra o Chafariz, que foi uma oferta da comunidade libanesa à cidade.

Na quinta foto, (como tudo na cidade) é também em frente à praça Municipal, é o prédio da Prefeitura Municipal de Alegrete.

Na sexta imagem é o Centro Cultural Adão Ortiz Houayeck (nome em homenagem a um ex-prefeito da cidade).
Fica na Av. Freitas Valle, na praça
Oswaldo Aranha, em frente ao colégio de mesmo nome.

E nas duas últimas temos uma visão do Largo da Estação Ferroviária, onde está exposta uma antiga máquina de funcionamento a vapor (à época, chamada de Maria Fumaça), que puxava os vagões de cargas ou de passageiros.

Obs.: as três últimas imagens que sobraram são as mesmas três primeiras que estão ampliadas no início da apresentação do Post.

Bom, como percebemos a urbanização da minha cidade é fortemente marcada por atributos históricos da sociedade,

ISSO É QUE É CULTURA…

e viva o Alegrete!

Published in: on maio 9, 2009 at 20:25  Comments (5)  

Vocabulário Gaudério-Alegretense

Trago esse post para que sirva como um guia do vocabulário gauchesco do Alegrete.

Para que se algum dia vocês tiverem a honra de pôr os pés nesse Baita Chão possam interagir facilmente e para que não se percam quando escutarem algum termo gaudério-Alegretense como Xucro, Piá ou Bolicho.

Segue abaixo um breve resumo com expressões mais usadas:

a cabresto: Conduzido pelo cabresto. Submetido. (o Famoso “pau-mandado“)

à meia guampa: Meio embriagado, levemente ébrio. (de Trago, duro da canha)

abichornado: Aborrecido, triste, desanimado.

anca: Quarto traseiro dos quadrúpedes. Garupa do cavalo. O traseiro do vacum. (Geralmente usado quando o Gaúcho quer dizer que a mulher tem a cintura larga, da expressão: “-Ei mas que baita anca!“)

arreios: Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar.:

bagual: Cavalo arisco, selvagem. Pessoa grosseira, pouco sociável, rude. (essa é uma das ocasiões em que realmente deveria-se gritar: KIBIHUHUUUU!)

bicheira: Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras. (“ -O cusco tá tapado de bicheira!“)

bolicheiro: Dono de bolicho. (“-Ô seu Fulano bulichero, me vê tudo de bala!“)

bolicho: Casa de negócio de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega. Taberninha.

carreira: Corrida de cavalos, em cancha reta.

china: Descendente ou mulher de índio, ou pessoa do sexo feminino que apresenta alguns dos característicos étnicos das mulheres indígenas. Cabocla, mulher morena. Mulher de vida “fácil“.

chineiro: Grande número de chinas, índias ou caboclas.

cincha: Peça dos arreios que serve para firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal.

cuiudo: Cavalo inteiro, não castrado. Pastor. Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o repuxo.

cusco: Cão pequeno, cão fraldeiro, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca.

gaudério: Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa. Parasita, amigo de viver à custa alheia. (Esse sim é dos Alegrete!)

guacho: Que significa “órfão”, expressão usada nas lidas campestres do sul do Brasil , bem como no Uruguai e Argentina que define um animal desmamado precocemente, geralmente pela morte da mãe. Este animal é então alimentado por mamadeira a exemplo de uma criança, até desenvolver-se.

guaiaca: Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.

guaipeca: Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. Pequeno, de minguada estatura.

guri: Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.

mangueira: Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.

pelea: Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate, luta entre forças geligerantes.

pelear: Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.

petiço: Cavalo pequeno, curto, baixo.

piá: Menino, guri, caboclinho.

potrilho: Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade.

rebenque: Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.

repontar: Tocar o gado por diante de um lugar para outro.

sanga: Pequeno curso d’água menor que um regato ou arroio.

talho: Ferimento.

xucro: Diz-se do animal ainda não domado, chimarrão, bravio, esquivo, arisco

Pronto, agora todos que leram este Post estão preparados para frequentar o Alegrete e acompanhar as prosas dos gaudérios…

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Published in: on abril 26, 2009 at 00:37  Comments (9)  

Maior desfile do estado no 20 de setembro

Atenção!

Para vocês que dizem que em Alegrete não tem nada e não acontece nada, trago um pouco do maior evento da cidade.

Trata-se do maior desfile cavalariano do estado no dia 20 de setembro, dia em que celebramos nossa tradição e origem.

Além disso quero deixar claro que Alegrete também é capital, Farroupilha mas é… devemos todos esses méritos gauchescos a essa maravilhosa cidade, a maior em extensão territorial do nosso estado.

Deixo aqui um post de um blog que me chamou muito a atenção, o comentário de um alegretense que volta à terra natal e retrata esse evento tão importante que só quem é gaúcho mesmo e nao rio-grandense (como diz no texto) consegue entender e sentimentalizar esse espírito de cultura.

Espero que gostem!

Alegrete: capital dos Farrapos

Izan Petterle – 24/09/2008

 

Alegrete guarda até os dias de hoje um dos mais originais tipos humanos de nosso país, a figura mítica do gaúcho. Mais do que o gentílico de quem nasce no Rio Grande do Sul, o gaúcho é uma identidade cultural de quem é originário, nascido e criado nos pampas. Quem nasce em outras regiões do estado é simplesmente “rio-grandense”, e fim de conversa.

Alegrete é uma espécie de capital dos gaúchos, é o maior município do estado em extensão territorial, intitula-se a “mais gaúcha das cidades”, e sedia um dos mais originais eventos de manifestação cultural do país: a Semana Farroupilha.

Aqui a comemoração tem uma marca especial: o incrível desfile do dia 20 de setembro. Literalmente, vê-se na ruas milhares de cavalos e éguas; os participantes vestem-se a caráter, usam suas ricas pilchas e material de arriamento. Diz-se por aqui que é o maior desfile do Rio Grande do Sul, o número oscila entre 5 e 8 mil ginetes.

O espetáculo impressiona, é como fazer uma viagem no tempo, ecos do passado ainda ressoam pelas ruas dessa velha capital farrapa. Acredito que aqui está preservada a originalidade das tradições, esse espírito está representado pela Chama Crioula, fogo simbólico que arde nos CTGs e Piquetes durante eventos tradicionalistas.

Estou fotografando no meio do desfile, procuro por faces, semblantes que representem o verdadeiro gaúcho, esse ser ameaçado de extinção. A cada ano que passa vejo menos figuras representativas dessa linhagem de gente.

Sua origem está intimamente ligada a tradicional atividade pecuária das grandes estâncias pampeanas localizadas nas pradarias do Uruguai, Argentina e Brasil meridional. Esses latifúndios, especialmente do lado brasileiro, estão acabando.

O motivo é o mais simples possível, as propriedades fragmentaram-se em áreas menores, é inevitável a adoção de outros modelos de economia rural, o velho sistema não funciona mais e com ele morre aos poucos o estilo de vida que originou essa quase nação de cavaleiros e amazonas.

As comemorações da Semana Farroupilha ocorrem por todo o estado, nessa época. Penso que, em breve, veremos até carros alegóricos em alguns desses novos “carnavais”, quem sabe até algum dia desses algum político populista e “modernizador” vai sugerir uma espécie de “gaúchódromo”… Soa ridículo, eu sei, mas em tempos de neo-colonialismos globais tudo é possível. Mas por aqui nessa cidade, acredito, será sempre um reduto de resistência contra esse tipo de atitude.

Como sou alegretense, gaúcho e brasileiro, essa viagem tem um significado especial, é inevitável o sentido de jornada pessoal. Fazem anos que venho para cá nesse período e sei da necessidade de reinventar esse tema.

O que eu poderia dizer de novo a respeito de algo exaustivamente fotografado, inclusive por mim mesmo? Meu caminho, depois de algumas incertezas sobre como fazer esse ensaio, foi uma abordagem intimista, quase metafísica, dessa condição humana que é “ser gaúcho”.

Published in: on abril 17, 2009 at 20:10  Comments (2)  

Façanhas no Alegrete

Essa é para vocês conferirem o espírito natalino do interior!

O vídeo abaixo se trata de uma personalidade famosa na cidade, o Pelé.

Esse safado é movido a dinheiro. Não trabalha, vive de favores que faz para os comerciantes da cidade, porém só faz se lhe pagarem alguma coisa. 

Certamente ele estava num dia desses num fogo desgraçado, depois de muita canha de um bar famoso da cidade, o Bar Parati e assumiu seu lado de bom velhinho, saindo pela cidade, bem antes do Natal, vestido de Papai Noel.  Como ninguém podia deixar passar em branco, o momento foi registrado e olha só no que deu:

 

O Papai Noel do Alegrete é da Jordânia. Podre de chique, ele não toma cachaça, só zervêêza.

O bom velhinho calibrou todas, perdeu a mamãe Noel, as botas e seu trenó pelo meio do caminho. Agora ficamos sabendo que no Pólo Norte tem um baita sol, o velhinho estava meio bronzeado… E ainda tinha toda aquela cara de pau, depois de não conseguir nem parar mais em pé ainda pedia dinheiro pra tomar mais uma ZERVÊÊZA.

 

Coisas que só se vê no Alegrete…

 

Published in: on abril 2, 2009 at 15:22  Comments (11)  

À pedidos, o CANTO ALEGRETENSE

Dedico meu blog a todos moradores da capital que não tiveram o prazer, de como eu, ter nascido nesse baita chão, a terra de Mário Quintana… Pobrete, mas Alegrete!

 

E a todos alegretenses que se orgulham de sua raiz e que possam compartilhar suas indiadas, bagualices e termos fronteiriços. Abrindo com chave de ouro, à pedido de minhas colegas de Relações Públicas: O famoso, conhecido internacionalmente…

 

CANTO ALEGRETENSE

”Não me perguntes onde fica o Alegrete
Segue o rumo do teu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão
Prá quem chega de Rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de Uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no Rio Ibirapuitã
Ouve o canto gauchesco e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do Inhanduy
E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer
E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão”

Para finalizar, aprendam que depois de toda música campeira, devemos abrir o peito e soltar o grito:

KIBIIIIIIIIIIIIIHUHUUUUUUU !!!

gaucho031

Published in: on março 27, 2009 at 00:46  Comments (9)